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Mostrando postagens de 2007

Ano Novo, Novos projetos...

Ano Novo, novos projetos e objetivos... E no ano que vem, quero trabalhar, me matar de estudar, passar no vestibular, fazer passeios, quero paz de espírito, quero cantar, fazer aula de canto, quero uma maquina fotografica, quero amigos, quero vida nova, quero lembranças, quero surpresas, quero amor. Quero família, quero beijo, abraço e apertar bochechas, quero visitas, quero pessoas perto, quero perdoar e ser perdoada.. Quero tudo e não quero nada, quero só viver.

Menina dos confetes

"Menina sente o desafio, descobrir o que é o amor..." Menina, menina, menina. Sou eu menina que espera algo que nem sei, só sinto. Não sei se me afeta, mas tenho medo. Medo não por mim, só medo, por nada. Desafio foi esse meu, sem certeza nenhuma do que queria, sabendo que não devia, e mesmo assim, tomou conta de mim, se fez um sentimento meu, única e exclusivamente meu. E que por instantes fora teu também - assim pensei. E as minhas janelas ainda estavam abertas esperando a brisa que vinha de longe. Ainda estavam abertas minhas cortinas, meu coração, que por longo tempo estiveram fechados, trancados, confinados a um mundo sem cor, sem luz, sem nada. Um mundo meu, única e exclusivamente meu. E nos mapas eu procurei uma saída, e nas expectativas procurei salvação. Não, não tem jeito, não tem volta. Mas o que te traz de volta? O que te afasta? E se eu chorar? Não vejo teus olhos pra saber se mentem, só vejo o que sentes, só o que sentes, e me dói. Dói porque sei, não é bom, nada bom, …

Mais um ano acabando, Papai Noel é capitalista.

É hoje sem fotinho e sem poesia, só devaneios e filosofias. Em época de fim de ano, a gente começa a fazer as retrospectivas. O que fez de bom no ano, o fatos que marcaram, as coisas ruins, tudo. E eu fico pensando: "Será que fiz tudo que tinha que fazer?". Essa é uma pergunta um tanto quanto complicada para se responder, mas acho que não tenho nada pra me arrepender. Época de fim de ano, quase que uma época de hipocrisia, se for analisar bem. Porque, é na época de natal que os seus "amigos" que nunca vê, nunca te perguntam como você está, nada sabem da sua vida, lhe desejam tudo de bom com suas frases feitas. É estranho. Claro que Natal é algo muito especial se for levar pro lado religioso, mas se for pensar no que se tornou a história do Papai Noel, vai ver que o velhinho virou o simbolo do capitalismo disfarçado de bom samaritano. Pra quem não conhece, a história do Papai Noel, é baseada na história muito antiga de São Nicolau, que era um homem rico e doou tudo aos…

Marcha

O sol nasceu ao longe
Brilhava no horizonte
A água corre na fonte
Do lado da marcha dos pés.

Madrugada passou de repente
Lua cheia iluminou essa gente
Que marchava rumo ao sol nascente
Dentros os corações dessa marcha da fé.

E o destino demora a chegar
Pés e mãos que se movem
Se juntam a rezar
Caminho de paz.

Você pôde ver?
Pode escutar?

Detalhes, desafios.

E a velha e boa música já se perdeu em discos antigos. Sem um boa música, sem uma frase boa o bastante pra dizer. Agora restam palavras aleatórias e livros. Tudo se torna Banal. Livros e palavras... restam expectativas. Do que? Nem eu sei, mas espero aprender em breve. Esperando o que um dia virá e sonhando com o que vai acontecer. Esperando o que um dia virá, esperando o que virá. Olhos fechados pra te encontrar, não estou ao seu lado mas posso sonhar. Aonde quer que eu vá... Uma boa música... Viajar. Palavras e livros... Sem boas frases pra dizer, deixe que o olhar se entrega. Faltam olhares, sobram desafios. Sobram desafios. Sonhar. E se eu chorar? Não! Sobram expectativas. Eu, de olhos fechados, abro os braços e me jogo ao vento. Deixo o vento me levar, e te encontrar. Uma boa música, perdida em discos antigos, faz viajar nos sonhos e lembrar dos desafios. Grandes desafios. Mesmo a grandes distâncias, os sonhos se mantêm vivos. Grandes distâncias, pequenos detalhes.

Por essas ruas

Por essas ruas eu vejo a solidão.
Vejo a chuva, sinto nas mãos.
Andar nas ruas, me sentir só.
Sentir a chuva e andar... só.
Chuva, chove pelas ruas.
Chove, chuva escoa pelas calçadas, escadas, escadarias, becos.
Chove, chove, chove.
Chove a chuva na minha janela. Molha minha cama e meu chão.
Chão, molha o chão. E eu só.
Chuva, água. Solidão.

O que fazer

Você é responsável por aquilo que cativa e é maldade cativar uma pessoa se não tem a intenção de amá-la, gostar dela, seja da forma que for. É quase cruel.
Livros e pessoas me dizem o que fazer. E eu só tenho uma coisa em mente. Coisas e livros e eu não sei o que fazer. E eu só tenho uma pessoa em mente. Responsável por mim, por me cativar assim. Não faz mais diferença.. Nada faz.

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava, e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e qu…

Nesses dias

E nesses dias estive pensando, coisas do passado e futuro, em nada e em tudo, estive apenas pensando. Planejei tanto mas pouco fiz, falei demais e tão pouco agi. Estive eu, sozinha, pensando... Em mim, na vida, apenas pensando. Eu olhei pra janela e nada vi além de cortinas fechadas. Minhas cortinas, meu quarto, meu canto, meu lugar, minha casa, meu eu, minha alma, minha vida, meus sonhos, minha porta. Fechados. Tudo fechado, trancado, impossivel de se abrir. Estive eu, trancada em mim, só em mim. Voltei e vi meus cadernos e poemas... há tanto esquecidos, abandonados em caixas coloridas num canto da estante do quarto. Ai, como estive eu assim. Perdida, pensando. Tão esquecida dos cadernos quanto da vida. Pensando adormeci. Sonhei. Ah! Como sonhei! Sonhei que voava, chorava e vivia. Acordei. Chorei e sorri... pensando. Estive eu, em pensamento voando. Estive eu, me libertando de mim.

E eu que não odeio você...

E se eu disser que é quase absurdo pensar como se nada valesse a pena? Acho que ninguém acreditaria, mas pra falar a verdade, quase ninguem acredita em qualquer coisa que eu diga. Versos que de nada valem se eu não tiver o que dizer. Ah! Eu que não amo você, eu que não odeio você, eu que penso em você achando que você não faz diferença, como de fato não faz. Ah! Eu que tanto prezo pela liberdade de criatividade, pelo diferencial da personalidade, em ser/estar fora do senso comum, logo eu? Eu que não tenho razoes definidas, respostas na ponta da lingua, piadinhas engraçadas a dizer. Tenho minhas ideias e ideais, tudo muito meu, única e exclusivamente meu. Tão egoista, egocentrica e mimadinha a ponto de querer e não me importar em ser o centro das atenções.. mas não sou. Quem é você? No fundo é tão egocentrico quanto eu. Finge acreditar que o mundo gira em torno do sol, quando na verdade, no lado mais profundo do seu ser, em suas entranhas, acredita fielmente que o mundo gira em torno de si. Do…

Física

Eu vou matar o tempo. Matar, matar, matar o tempo! Não sei nem porque, mas parece que é a coisa mais certa a se fazer. Ah! Como estou cansada! Tanta futilidade e hipocrisia, e logo eu, quem diria, sendo vítima da massa. Massa de gente, massa de ignorância, massa... massa... vezes a gravidade é igual a força. Tá na física, a massa tem a força. Mas não tem razão. Nem eu. A massa não vê a gravidade da força que tem!? Deus! Não sabem? Tá nas mãos deles! Tudo nas mãos deles? Quem? Senso comum, ou fora do patrão? Quem tá certo, então? Não! Manipular? Não! Não vão me manipular, vão apenas matar o tempo. Matar, matar, matar o tempo. O único tempo que têm.

Perdendo espaço...

Difícil dizer qual é meu espaço, agora que tudo é tão restrito e limitado, tão frágil. Eu olhei pros lados e não vi nada, nada além de uma reportagem de jornal, vítima fatal. Uma, duas , três vezes, eu tentei deixar de lado e não pensar naquilo que via a todo instante. Morte. Acidente. Morte. Sem sobreviventes. Morte. Não há nada a se fazer. Morte. Tristeza. Só tristeza. Dor. EU não queria ver, e não, nem passo por isso. Não é comigo, eu sei, não é comigo. Não é minha dor, não é minha vida, nem minha família, não é problema meu. Será? Você nem se importa, não é? Não te afeta? Se liberte do seu casulo, fechado. Não se isole assim... Você também faz parte, você vive no mesmo mundo que eles, que nós. O seu mundinho paralelo, não, não vai te proteger do mundo la fora. Ele te expõe. Você tem dois segundos pra decidir, mudar ou não. Não há tempo, eles já se foram... Não há tempo, você mudou. As horas passaram, você ainda olha pra TV e muda de canal. Viu a verdade, mas não gostou.