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Mostrando postagens de Janeiro, 2008

Respiração Multicolor

Das asas delicadas de uma borboleta, se avista a vida respirando colorida. Nunca esperei minhas borboletas, nunca busquei, apenas deixei que viessem. Tão frágil quanto as asas de uma borboleta, a vida, que nos dias de hoje parece respirar com aparelhos, mas que as vezes nos prova o quão forte se faz, e ao mesmo tempo delicada. De mar se reduz a aquário, de força e coragem se reduz à sobrevivência. Por quê? Homens e máquinas fazendo o mundo parar de respirar. Homens-máquinas matando o que lhes faz viver, parando de respirar. Enquanto isso, a vida segue seu rumo, lenta. Enquanto as máquinas derrubam tudo que encontram, as borboletas seguem seu rumo, leves. E nós? Esperamos que a vida respire colorida, mesmo que o homem-máquina teime em nos tirar a cor.
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Todos os créditos da foto ao meu priminho querido, Paulo Ricardo. Vi essa foto o orkut dele e não pude evitar de postar aqui.

Janelas

Ela tinha flores em suas mãos, um rosa em pedaços. Tinha uma rosa despetalada. Uma única pétala. Uma canção, e mais nada. Ecoando notas, refletindo olhos, perdendo memórias, procurando portas e janelas, revirando tempestades, fungindo de si, refletindo olhos. Refletem os olhos, os lábios não se mexem, nem uma palavra se quer. Só olhos que refletem água. Olhos que refletem um mar, todo o oceano, e os lábios imóveis. Eis que se abrem as cortinas, surge uma janela. Vento, ventania, revirando tempestade, e a música ecoando, se espalhando, cada vez mais forte, fazendo-a viajar. E no compasso da melodia, o compasso de um coração. E os olhos refletindo um oceano inteiro. Cabelos esvoaçantes, braços abertos, está ela de frente pra janela. Um mosaico em forma de flor, violinos, vitrilhos coloridos refletindo nos olhos, no mar dos olhos. O que ela diz? Nada. Lábios calados. Violinos refletindo no mar de seus olhos e a melodia ecoando, vinda de onde? Ela nunca soube. Nunca entendeu o que tinha vivid…

Falta inspiração, colega. Falta muita inspiração.

Tá, hoje não saem poesias porque a tia Kizzy tá sem inspiração... Num dia quente que nem hoje a cabeça não funciona direito, vai entender... Sinceramente, eu to fritando, mas não vem ao caso. Bom, as ultimas coisas que tenho pensado são: porque raios as pessoas SEMPRE acham melhor decidir por mim o que é melhor pra mim? "Mas é pro teu bem, não é pra te magoar". Tá, se quer isso, faça. Se acha que é o melhor a se fazer, simplesmente faça, mas por favor, não dê a justificativa de que "é para o meu bem". Ninguem sabe se é mesmo para o meu bem, ninguem sabe se é pro seu PRÓPRIO bem.. Ai, tô ficando cansada. Mas, mudando de assunto, estava eu sem inspiração para escrever algo, e disseram pra escrever sobre o "Planeta Atlântidaaaa, o planeta feito pra você. Onde a música é o ar que eu respirooo...". Mas eu nem vou (não por meus pais, porque eles até insistiram pra que eu fosse), mas sei lá, a previsão é que 45 mil pessoas vão para assistir os shows (QUARENTA E CINCO M…

Reaprendendo a Voar

Estou recompondo minhas asas, é bem verdade. Já não as sinto, talvez não as tenha mais. Soube que perdi há muito, que nem lembro. Só lembro que ouvi alguém dizer: "Fins não declarados não são menos dolorosos". Senti na pele. Senti minhas pernas estremecerem, meu peito apertar, e uma fisgada. Senti, mas até hoje não entendo. Dizem que foi naquele momento que acordei para o mundo, naquele fim não declarado que me vi completamente humana, com todos os defeitos e falhas, todas as incertezas. Estou reaprendendo a me desprender do chão, e pra ser sincera, me sinto bem mais leve. De um jeito estranho, e não como eu imaginava. Uma leveza que de certa forma, "machuca". As vezes sinto uma vontade incontrolável de chorar, e chorando quase me esvaio em lágrimas, mas passa. Dizem que ainda é consequência. E hoje fechei meus olhos e vi o que não quis ver, e perdi o chão mas não voei. Hoje quis sentir terra sob meus pés, mas não pude. Estou reaprendendo a voar, e ás vezes ainda dói fechar…