Das coisas nunca ditas I

"Me distancio às vezes, pareço um tanto relapsa, mas é que tenho medo. Tenho medo de me empolgar demais e depois quebrar a cara. Tenho medo da tua empolgação não ser comigo e sim com a ideia de que meu abraço te sirva como uma espécie de anestésico para dor que tu sentias pelo pedaço que te faltava - e que talvez ainda falte.

Não, não é uma sensação nova ou desconhecida. É aquele mesmo aperto na garganta e o frio na barriga que há algum tempo eu não sentia. Talvez por esta ser uma sensação há tanto conhecida é que tenho medo. Mas o fato de tantas vezes ter gostado do torto, do que é complicado demais para viver ou seguir, de tantas vezes ter ido na contramão, hoje faz com que eu consiga reconhecer quando algumas coisas são diferentes. Quando esse diferente é uma mudança pra melhor.

Sim, eu sei que vai ser. Isso desde que meu abraço não te sirva apenas como placebo, desde que tua vontade de rir das minhas bobagens não seja proporcional à vontade de esquecer ou não pensar em algo do teu passado que eu ainda desconheço"

Maria Eulália para Hugo

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